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quarta-feira, 4 de maio de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Fantasia, fição e as transformações do mundo subjetivo
Debate com os autores e lançamento do livro:
A psicanálise na Terra do Nunca: ensaios sobre a fantasia
A psicanálise na Terra do Nunca: ensaios sobre a fantasia
Exposição:
Diana L.Corso (APPOA-RS)
Debatedores:
Benilton Bezerra Jr. (IMS-UERJ)
Lulli Milman (Casa da Árvore)
Coordenadora:
Silvia Zornig (PUC-Rio)
Dia: Sábado, 02 de abril de 2011
Hora: 10:00 hs
Local: Auditorio RDC - PUC-Rio
ENTRADA FRANCA
Local: Auditorio RDC - PUC-Rio
ENTRADA FRANCA
REPORTAGEM SOBRE O LIVRO
Revista VEJA
Edição 2191 - 17 de novembro de 2010
O divã imaginário
Em um livro delicioso e instigante, dois psicanalistas dedicam-se a ouvir o que os personagens do universo pop dizem sobre as metamorfoses da família contemporânea
Bruno Meier
PAPAI SABE NADAHomer, o pai de Os Simpsons — o desenho mais longevo da televisão americana, há vinte anos no ar —, é, de acordo com os psicanalistas Diana e Mário Corso, a melhor tradução do esvaziamento da autoridade paterna na família contemporânea. O único controle que ele mantém em sua casa é o da TV. Infantilizado e trapalhão, é o completo oposto dos patriarcas modelares que figuravam em séries dos anos 50, como Papai Sabe Tudo. Nem sequer consegue ser chamado de pai: seus filhos Bart e Lisa o tratam pelo prenome. Embora Homer, funcionário de uma usina nuclear, ainda seja o provedor, Marge, sua mulher, é mais competente na gestão da economia doméstica. Esse retrato da dissolução do poder do pai, no entanto, não resulta tão iconoclasta quanto se imagina: apesar de seus incontáveis defeitos, Homer ainda se mostra um pai amoroso. Os laços de afeto, em suma, são fortes o bastante para sobreviver às transformações sociais da família.
(Fotos Divulgação)
Fantasias compartilhadasOs psicanalistas Diana e Mário Corso: Homer Simpson e Shrek no lugar que já foi ocupado pelo trágico rei Édipo
(Jefferson Bernardes/prevew.com)
Nos seus fundamentos, a terapia psicanalítica é baseada na narrativa: exige do paciente o esforço de contar a própria história, para então chegar a uma compreensão mais profunda de si. É natural, portanto, que a psicanálise funcione também como uma espécie de método para a crítica de obras de ficção. Sigmund Freud (1856-1939), fundador da disciplina, já se dedicara a examinar obras ficcionais, e o francês Jacques Lacan (1901-1981) levou essa propensão a extremos bizantinos. Diana e Mário Corso seguem a linha lacaniana, mas sem rigidez: seu livro vai deliciar fãs da cultura pop, sejam ou não iniciados na psicanálise.
As metamorfoses da família contemporânea, cada vez menos “nuclear” e mais variada em seus arranjos, ocupam uma parte considerável do livro. A série A Família Addams, nos anos 60, aparece como uma pioneira dos modelos alternativos de família. Mas, apesar de seu inconformismo e aparente monstruosidade, os pais mantinham a tradicional autoridade sobre os filhos: Vandinha e Feioso recorriam a eles, com segurança, para obter orientação. Em Os Simpsons, Bart e Lisa não encontram essa firmeza em Homer — e em Os Incríveis, desenho de 2004, não há superpoder que ajude os pais a equacionar a relação com os super-rebentos. Esse é, também, um eco nítido da realidade. “Hoje o público infantil exige que os personagens sejam mais complexos. Eles são filhos de pais ocupados e inseguros, e amadurecem rápido’’, diz Diana Corso. Essa precocidade é o que permite, por exemplo, que as crianças observem sem choque e com naturalidade os dilemas de um personagem como o ogro Shrek: assim como tantos pais modernos, ele às vezes se cansa, tem dúvidas graves a respeito da educação da prole e chega a se arrepender da decisão de ter filhos.
Freud ia buscar suas referências ficcionais nos clássicos da literatura universal. Édipo Rei, a grande tragédia de Sófocles, está na base de suas teorias sobre o chamado “romance familiar” — o desejo reprimido que o filho tem pela mãe e sua consequente rivalidade com o pai. Essas referências eruditas seriam comuns à sociedade afluente de Viena no tempo de Freud; da mesma forma, animações como O Rei Leão ou Shrek são referência inescapável nos nossos dias. Não se quer dizer, com isso, que o teatro grego clássico e a cultura pop estejam no mesmo patamar artístico — mas sim que têm o mesmo valor como chave para os dilemas dos pacientes, conforme Diana Corso. Quando uma obra diz algo sobre seu público e seu tempo, o trabalho do psicanalista é ouvir.
NA SOLIDÃO DA INFÂNCIAOnde Vivem os Monstros, lançado em 1963 pelo desenhista americano Maurice Sendak, valia-se de ilustrações deslumbrantes e poucas linhas de texto para apresentar a história do menino Max e sua fuga para uma ilha onírica habitada por monstros. Ao adaptar o livro para o cinema, no ano passado, o diretor Spike Jonze conferiu um contexto doméstico a essa história enxuta: Max agora é filho de pais separados. Sente-se ignorado pela mãe — que tem um namorado — e pela irmã adolescente e seu grupinho de amigos. “As crianças têm muitas coisas complicadas para decifrar e elaborar. Os enigmas da infância são sempre assustadores, e ameaçam devorá-las”, dizem os psicanalistas Diana e Mário Corso. No filme, a fantasia compensa o isolamento que Max sente em sua própria casa, e os monstros refletem sua sensação de estar alijado das decisões dos adultos. O filme mostra, enfim, quão profunda pode ser a solidão de uma criança.
FADAS INTIMISTASA sátira ao universo dos contos de fadas faz a graça dos quatro filmes da série Shrek. Porém as aventuras do ogro e de sua independente companheira, Fiona, mantêm uma certa fidelidade aos modelos ditados pela tradição: Shrek ainda é um herói que amadurece — vai do isolamento autossuficiente em seu pântano à descoberta do amor de Fiona e à constituição de uma família — em um universo regido pela magia. De maneira diversa da dos contos clássicos, com seus personagens que representavam atributos morais binários (o herói virtuoso e o vilão malvado de arrepiar), os personagens de Shrek têm uma vida interior mais complexa, o que facilita a identificação imediata com as cada vez mais precoces e espertas crianças de hoje. Na expressão de Diana e Mário Corso, trata-se de um “conto de fadas intimista”. “Os contos de fadas mudaram porque nós mudamos”, diz o casal em A Psicanálise na Terra do Nunca.
TRAMPOLIM DA IMAGINAÇÃOO estúdio de animação Pixar, sem pressa, lançou nos últimos quinze anos três filmes sobre brinquedos com vida. A série Toy Story tem como centro o caubói de pano Woody e seu amigo astronauta, Buzz Lightyear. Em seu livro, Diana e Mário Corso mostram como os três filmes de animação são eficientes ao retratar a relação das crianças com seus brinquedos. Estes são apenas o suporte material para o exercício da imaginação; para se apropriar de um brinquedo, a criança muitas vezes lhe dá significados que sua forma não faz supor. Em Toy Story 3, especialmente, evidencia-se esse divórcio entre a aparência e o significado: um fofíssimo urso de pelúcia cor-de-rosa é o mais canalha dos vilões, e a boneca Barbie, com seu figurino de loira fútil, revela-se uma garota leal e despachada. Toy Story enfoca também a melancolia de nossa relação com a infância perdida, na figura dos brinquedos que guardamos, empoeirados, no sótão.
O CERCO À DIFERENÇACriada pelo cartunista americano Charles Addams no fim dos anos 30 e depois adaptada para a televisão e o cinema, a Família Addams forma um clã esquisitíssimo, porém generoso — monstruosos, mas “apenas para quem os vê de fora”, na expressão de Diana e Mário Corso. Extravagantes e aristocráticos, os Addams são um exemplo de independência de espírito em uma sociedade na qual vigora a constante preocupação com “o que os outros vão pensar’’.
A família de super-heróis do desenho animado Os Incríveis (2004) vive sob outra forma de coerção social. Eles estão impedidos de usar em público os seus prodigiosos poderes. Esse é um grande problema para os dois superpais, divididos entre incentivar e reprimir o potencial dos filhos. Trata-se de uma representação fantasiosa de um dilema comum aos pais de carne e osso: frequentemente, eles se sentem policiados na educação dos filhos (às vezes literalmente, como no caso do projeto de lei que pretende coibir as palmadas) e, por medo de errar, acabam até negligenciando seus pimpolhos.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Sugestão de livro
A Significação do Falo : Uma Leitura
Este livro realiza um leitura ponto a ponto do artigo de Lacan "A significação do falo" - um texto breve, denso e central no tocante ao conceito de falo na obra lacaniana. Alguns dos desenvolvimentos básicos a esse respeito estão incluídos nele. Sem dúvida, ainda faltam muitos outros que culminarão na definição da função fálica nas fórmulas de sexuação.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Sugestão de livro
A Sexualidade na Aurora do Século XXI
SÔNIA ALBERT (ORG.)
Sinopse: Hoje o que está em jogo na sociedade é a primazia do objeto: o objeto-mercadoria, objeto da tecnologia, objeto da ciência, objeto da moda, todos esses objetos inundam nossas vidas, nosso cotidiano e se tornam próteses de nossos corpos como já anunciava Freud no início do século XX a respeito dos objetos da ciência de sua época: “graças a todos esses instrumentos – o telescópio, o microscópio, o telefone – o homem aperfeiçoa seus órgãos, tornando-se assim um deus de prótese – sem dúvida admirável! – de posse de todos seus órgãos auxiliares. Mas o que fazer quando não funcionam?”. Quem perde um celular tem a impressão de perder um membro do corpo; quem perde o disco duro do seu computador parece ter sido amputado de seu órgão sexual. Por outro lado, o objeto-droga, o objeto-arma, sob a batuta do capital, são objetos-causa das rixas, guerras e mortandade nos confrontos entre tráfico, milícia e política. Esses objetos estão cada vez mais se aproximando do humano, ou seja, estão se autonomizando e sendo empurrados para ocuparem a posição de sujeitos. Estima-se que em menos de 50 anos os aparelhos de inteligência artificial irão se igualar ao funcionamento cerebral. É o que já se chama de trans-humanos: produto do empuxo à subjetivação dos objetos. Se os objetos reivindicam um status de sujeito, é porque o sujeito está ameaçado de desaparecer para que prevaleça seu status de objeto.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Sugestão de livro
Fundamentos da psicanálise de Freud a Lacan
Vol. 1: As bases conceituais
Autor: Marco Antonio Coutinho Jorge
Vol. 1: As bases conceituais
Autor: Marco Antonio Coutinho Jorge
SINOPSE
Introdução didática que esclarece, à luz de Freud e Lacan, os conceitos mais importantes da teoria psicanalítica, entre os quais: pulsão, recalque, sintoma, real-simbólico-imaginário, objeto 'a' e sublimação.
Ao desenvolver amplamente os dois eixos principais da psicanálise (sexualidade e linguagem), o autor enfatiza o abandono do funcionamento instintual – produzido pela aquisição da postura ereta, a bipedia – e o conseqüente advento da pulsão como fatores essenciais e fundadores da espécie humana.
Ao desenvolver amplamente os dois eixos principais da psicanálise (sexualidade e linguagem), o autor enfatiza o abandono do funcionamento instintual – produzido pela aquisição da postura ereta, a bipedia – e o conseqüente advento da pulsão como fatores essenciais e fundadores da espécie humana.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
SUGESTÃO DE LEITURA
LIVRO:
O dia em que Lacan me adotou

Este livro traz o relato, quase romance, de uma experiência que transformou radicalmente a vida de seu autor. Em 1969, sendo então engenheiro agrônomo, Gérard Haddad encontra Jacques Lacan e começa com ele uma psicanálise. Essa aventura vai durar onze anos ao longo dos quais se terá operado uma metamorfose. Pela primeira vez, desde Freud, um psicanalista arrisca contar sua própria análise. Ele nos dá, aqui, um testemunho único sobre a prática tão controvertida de Lacan, ao qual, no entanto, o autor presta homenagem.
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