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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Problemas psicológicos na infância"

Fobia, hiperatividade, ansiedade, distúrbios de conduta, tiques, dificuldades no ambiente escolar, enurese noturna, isolamento social, irritabilidade. São muitos os sintomas psíquicos que uma criança pode apresentar, mas qual a causa deles? Para responder essa pergunta, é necessário analisar cada caso e essa análise é realizada por meio da história de vida da criança e da relação que os pais mantêm com a mesma. Se não é possível afirmar de antemão qual a causa especifica desses sintomas, é possível dizer o que eles têm em comum.

Todo sintoma psíquico é a expressão de um conflito inconsciente. Quando uma criança apresenta algum desses sintomas ou qualquer outra dificuldade de ordem psicológica, ela está emitindo um sinal, uma mensagem. É um sinal que a criança nos dá que algo não vai bem com ela e com seu ambiente familiar.

O meio familiar é que o constitui, forma e influencia a criança. Ela está fortemente ligada a seus pais. Sendo assim, qualquer perturbação no universo familiar, qualquer problema experimentado pelos pais, a criança se encontra informada, mesmo que nenhuma palavra seja dita sobre o assunto. A criança percebe as dificuldades de seus pais através de pequenos gestos, alterações de atitudes, tensões e sentimentos expressos de forma verbal e não-verbal. Ela está informada sobre isso de maneira inconsciente, ou seja, a criança muitas vezes sabe do problema sem ter consciência dele. E ao perceber inconscientemente tal dificuldade, a criança pode tomar para si o que é problemático em sua família, produzindo, assim, ela própria um sintoma.

Sendo assim, o mais importante não é classificar se a criança é hiperativa ou ansiosa, por exemplo, mas entender que seu sintoma é a indicação de um sofrimento que ela experimenta. Por isso, o tratamento psicológico se mostra tão importante nesses casos. Com ele, a criança terá um espaço de simbolização e elaboração no qual poderá dar voz à sua dificuldade por meio da fala, mas também da brincadeira e do desenho, de modo que possa encontrar novas maneiras de lidar com os problemas.

Cabe lembrar que não é possível realizar nenhum acompanhamento psicológico sem a presença dos pais ou dos responsáveis da criança. Convocá-los a falar sobre a criança, a importância que esta tem para eles e, muitas vezes, a falar sobre si, contribui para o tratamento psicoterápico desenvolvido com crianças de um modo geral. E mais: possibilita que os pais também possam, além de falar, se escutar e refletir sobre o que acontece com seu filho.

Texto publicado no Jornal Lig - Coluna vida
Autora: Flavia Bonfim
Psicóloga - Niterói/RJ
Rua Dr. Borman, 23 - sala 505 - Centro - Niterói
Tel: 8212-6662 / 2613-3947

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